Desde o início, meu namorado, meus amigos e eu, ficamos muito eufóricos. Planejamos até a compra dos ingressos com antecedência para não corrermos o risco de ficar de fora – conseguimos depois de 3 horas tentando no site, aliás. E não houve sequer um dia, depois da compra das entradas, em que não parássemos, todos juntos ou cada um na sua, para relembrar a carreira dos Beatles e de Paul. Chegamos a entrar num concurso e ganhamos um ingresso para um amigo que não podia comprar e cujo Beatle preferido é Paul.
Para nós, mais do que música, o quarteto de Liverpool representa um estilo de vida. Representa amor. Sentimento. Força de vontade. União e, ao mesmo tempo, individualidade. Personalidade. Genialidade. Inteligência e, paradoxalmente, impulsividade. Razão e emoção.
Cada sacrifício, cada dificuldade que passamos na fila, sol, fome cansaço, tudo, absolutamente tudo, valeu pena. Quando Paul pisou no palco, esquecemos de tudo. Toda nossa atenção estava no simpático senhor de 68 anos, com vitalidade de 34 e brilho nos olhos de 17 que cantava para nós de cima daquele palco colossal. Sim, para nós. Ele não precisaria fazer show nenhum. Ele faz porque gosta, melhor, porque ama. E os fãs sentem. “All my loving, I will send to you”.
Não vou ficar descrevendo que músicas ele interpretou e os momentos de gauchês, porque, bem, todo mundo já está cansado de ler, ver e ouvir notícias sobre isso. O que eu quero tentar fazer vocês entenderem é o milagre que se operou dentro de mim durante aquele show, as emoções que a voz e a expressão de Paul despertaram dentro de mim e, não tenho dúvidas, em todos que estavam lá.
Esse show lavou minha alma. A simplicidade e a sinceridade do Beatle. Ver esse artista fantástico, esse músico, cantor, compositor, multinstrumentista fenomenal executar as canções que, até então, eu ouvia no rádio do carro, no laptop, ou, no auge da apreciação, no toca-discos, me deixou ainda mais encantada com Paul McCartney. O amor pelo fãs, a elegância, a valorização de toda equipe.
Chorei a semana toda. Todinha. Todos os dias em que ouvi alguma música, li ou assisti alguma reportagem, chorei. E acho que a grande lição, a grande mensagem de Paul, não é difícil de entender nem de compreender. Ele canta, com todas as letras, no fina do show. Amor pela música, amor pela vida, amor por sua profissão, amor por aqueles que estão ao teu redor e te ajudam a alcançar tuas metas, amor pelos amigos, amor pelo companheiro, amor pela família, amor. “And in the end, the love you take is equal to the love you make.”
=D

